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Dizem que a área da saúde é uma das mais complicadas para se trabalhar, pois lida com o bem mais precioso: a vida. Para uma mulher que decide seguir carreira nesse meio é ainda mais complicado, porque não basta apresentar o conhecimento necessário, é preciso se reafirmar dia após dia, como se seu gênero fosse uma interferência para o desenvolvimento de sua capacidade.

Em pesquisa realizada pelo IBGE, foi constatado que mulheres representam 65% de mais de 6 milhões de profissionais na área da saúde. Porém, de 14 profissões regulamentadas pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), justamente as que possuem maior prestígio e retorno financeiro – Medicina e Medicina Veterinária – possuem protagonismo masculino, 56,7 % e 55% respectivamente.

O reconhecimento das mulheres na ciência também é preocupante. O Prêmio Nobel, que foi concedido pela primeira vez em 1901, já laureou 835 pessoas, sendo 791 homens e 44 mulheres. E de 211 ganhadores do prêmio na categoria de Fisiologia ou Medicina, apenas 10 foram destinados a mulheres.

Nesse 8 de março vamos enaltecer o trabalho de algumas dessas grandes mulheres da ciência que abriram caminho para as próximas:

 

 – Gerty Cori (1947)

Gerty Cori foi a primeira mulher a receber o Nobel de Medicina e Fisiologia com seus estudos sobre a Diabetes. Ela foi responsável pela descoberta do processo de metabolização do glicogênio em ácido lático no tecido muscular e na re-sintetização e armazenamento do mesmo como fonte de energia – conhecido como Ciclo de Cori. Mesmo tendo falecido em 1957, após uma luta de 10 anos contra a myelosclerose, recebeu reconhecimento em 2004 (juntamente com seu marido, Carl), pelas descobertas no processo de conversão catalítica de carboidratos.

 

– Rosalyn Yalow (1977)

Rosalyn Yalow é a responsável por viabilizar a doação de sangue através do desenvolvimento da técnica Radioimunoensaio (RIE), que consiste na medição das substâncias no corpo humano por meio de exames de screening de diversas doenças. Sendo assim possível a doação de um sangue limpo, livre, por exemplo, de diversos tipos de hepatite. A evolução do RIE também possibilitou a identificação de marcadores tumorais presentes no câncer.

 

– Rita Levi-Montalcini (1986)

Juntamente com Stanley Cohen, Rita Levi-Montalcini descobriu uma importante proteína para o crescimento, manutenção e sobrevivência de neurônios. Essa proteína pode evitar ou ao menos possibilita a redução da degeneração celular, que quando não é produzida pode-se relacionar com várias doenças, como Alzheimer, esclerose múltipla, demências e esquizofrenia.

 

– Gertrude B. Elion (1988)

Ao utilizar as diferenças bioquímicas entre as células humanas normais e patogênicas, Elion, juntamente com seus colaboradores, conseguiu desenvolver drogas com o intuito de bloquear as infeções virais. Sua contribuição para a ciência com esse método possibilitou o desenvolvimento de drogas hoje amplamente utilizadas, como:

  • 6-mercaptopurine (Purinethol), o primeiro tratamento para leucemia
  • Pyrimethamine (Daraprim), para malária.
  • Nelarabine para o tratamento do câncer

 

Se inspirou com a história dessas mulheres? Confira o que a CEEN Pós Graduação pode fazer para você seguir o mesmo caminho.  Para saber mais, visite nosso site ou entre em contato conosco.

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